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Solidariedade: o que é, importância e dicas para desenvolver

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De grandes nomes da política mundial a lideranças religiosos dos mais diversos: apesar das das diferenças ideológicas e de crenças, é cada vez mais comum ouvirmos falas similares no sentido de ressaltar a importância da solidariedade. 

Mas e você, já parou pensar na importância que essa palavra tão repetida carrega? Afinal, ela é realmente capaz de transformar o mundo em um lugar melhor?

O que podemos afirmar, para dar início às reflexões, é que falar em ser solidário pressupõe olhar para o outro com mais generosidade e menos julgamentos – um exercício que nem sempre é dos mais fáceis, mas nem por isso dispensável. 

Enfim, que tal nos acompanhar ao longo do artigo e pensar um pouco sobre o assunto? 

Essa pode ser uma chance de olhar para os seus próprios valores pessoais e refletir sobre prioridades e necessidades. 

Boa leitura! 

O que é solidariedade?

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Na introdução já trouxemos algumas pistas, mas o que realmente significa o termo solidariedade?

Se recorrermos aos dicionários, é possível encontrar várias definições: 

  • Sentimento de compaixão pelos necessitados, responsável por impelir o indivíduo a prestar ajuda material ou moral
  • Responsabilidade recíproca que existe entre os membros de uma mesma comunidade ou instituição
  • Apoio demonstrado a uma causa ou movimento
  • Reciprocidade de obrigações e de interesses
  • Compromisso jurídico que existe entre as partes de uma obrigação.

Ou seja, a palavra pode ser aplicada a contextos distintos, dependendo do caso em questão. 

O mais comum, no entanto, é que ela se refira ao ato de reconhecer a situação complicada que uma pessoa ou mesmo um grupo de pessoas estão enfrentando e, mais do que isso, oferecer suporte.

Qual a importância da solidariedade?

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Podemos dizer que a solidariedade é também um exercício de cidadania, assim como votar ou participar das decisões que envolvem a comunidade em que estamos inseridos.

No centro de qualquer prática solidária está o princípio da consideração com o outro. 

Trata-se de um exercício de empatia, de não se resignar diante de uma situação que pode ser modificada ou atenuada.

Ou seja, estamos falando de se importar e de não deixar por isso mesmo. 

No fim das contas, esse é o verdadeiro significado e importância do termo. 

Basta olhar para as tragédias que acontecem cotidianamente ao nosso redor. 

Por óbvio, são momentos de extrema dificuldade e tristeza, que geram lamentos de todos. 

No entanto, para quem está de fora, há forma diferentes de reagir. 

Você pode simplesmente lamentar as dezenas de casas destelhadas após um vendaval ou mobilizar sua rede de contatos para ajudar na reconstrução e oferecer o suporte necessário para as vítimas.

Nesse sentido, os momentos de dificuldade são também uma prova do quanto somos capazes de nos mobilizar em prol do outro e promover verdadeiras redes de apoio. 

Ou seja, a solidariedade é também uma força que nos permite, enquanto humanidade, superar barreiras em conjunto, de mãos dadas. 

Agora, pare por um minuto e pense o quão poderosas poderiam ser essas redes se também fossem cada mais promovidas para situações que já parecem ter se tornado banais, mas que ainda fecham portas para muitas pessoas. 

Que tal começar essa mudança por você mesmo? 

Quais os benefícios da solidariedade?

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Quando falamos em benefícios relacionados à solidariedade, estamos tratando de uma via de mão dupla. 

Quem recebe a ajuda, por óbvio, é beneficiado. Mas quem estende a mão também tem muito a receber. 

Você já deve, inclusive, ter ouvido alguém dizer que se sentiu extremamente leve e em paz consigo mesmo depois de praticar um ato de solidariedade, não é mesmo? 

Energia renovada, um calor que parece vir do coração, euforia, calmaria e mais vitalidade. Tudo isso junto, experimentado de forma poderosa. 

Eis um motivo daqueles para fazer da solidariedade uma prática diária. 

Escritor do livro O poder curativo de fazer o bem: os benefícios espirituais e à saúde em ajudar os outros, Allan Luks fez entrevistas com mais de 3 mil voluntários para compor a sua obra.

O objetivo era tentar entender como ser solidário podia ser algo benéfico para a saúde como um todo, tanto física, emocional e mentalmente. 

Após reunir ainda diversos estudos que falavam sobre os benefícios do altruísmo promovido pelo trabalho voluntário, ele foi capaz de identificar uma relação clara de causa e efeito entre oferecer ajuda ao próximo e ter uma boa saúde. 

Como uma consequência da sensação de bem-estar experimentada pelos voluntários, es relatam ter reduzido os seus próprios níveis de estresse – o que também permitiu melhorar o equilíbrio emocional.

E tudo isso falando da solidariedade de uma forma, vamos dizer assim, “egoísta”. 

Afinal, no fundo, o que realmente importa é ser capaz de fazer a diferença na vida de uma pessoa de maneira sincera e desapegada de segundas intenções. 

Vamos praticar essa ideia? 

Como ser solidário?

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Mas diante do nosso convite, você pode estar se perguntando: como realmente ser solidário e fazer desse sentimento uma constante? 

Como não confundir as coisas e acabar simplesmente alimentando o próprio ego? 

A verdade é que, como boa parte das coisas nessa vida, não existe uma resposta ou receita pronta.

O que queremos dizer com isso é que se trata de uma construção, um processo que vai sendo internalizado pouco a pouco e que pode, é claro, levar ao erro vez ou outra. 

Mas não se desespere. 

Quer uma dica? 

O importante é conhecer um pouco melhor você mesmo e entender as suas próprias motivações, compreender o seu lugar no mundo e quais possibilidades estão ao seu alcance. 

Afinal, você pode ter a melhor das intenções ao dizer que quer acabar com a fome no mundo. Mas será que dá para ir tão longe? 

Bom, sonhar não custa nada – e é o primeiro passo para realizar -, mas talvez valha a pena começar com ações mais pontuais. 

Entenda que você existe em uma comunidade que possui necessidades e características específicas. 

Dê o pontapé inicial, por exemplo, desenvolvendo a sua solidariedade nesse espaço. 

Será que você não poderia dedicar um pouco do seu tempo para construir uma horta comunitária e ajudar na alimentação de quem dá duro para conseguir levar um prato de comida à mesa da família? 

De repente dá para fazer aquela limpa no guarda-roupa e passar adiante aquelas peças que representam acúmulo sem sentido.

Talvez você possa até começar oferecer um sorriso e uns minutos de conversa para o morador de rua que todos fazem questão de ignorar, enquanto caminham em passos apressados.

Mas sabe o que é o melhor? Parar para definir as suas próprias prioridades e como elas impactam positivamente o mundo. 

Você pode fazer mais, todos nós podemos. 

Às vezes, só é preciso abrir mão do conforto do sofá e decidir que é hora de mudar.

Pense também nas suas habilidades especiais e como elas poderiam ser usadas para fazer o bem e tornar o dia de uma – ou quem sabe até muitas – pessoa muito melhor. 

Faça da empatia o seu mantra.

Dicas para desenvolver a solidariedade

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Ainda um pouco confuso em como dar o primeiro passo? 

Vamos lá! 

Separamos algumas dicas que certamente vão ajudar você nesse caminho:

  • Não deixe que as injustiças e desigualdades se tornem banais aos seus olhos
  • Não perca a capacidade de indignação
  • Desenvolva o senso de coletividade, compreendendo o seu papel no mundo
  • Entenda que fazer pouco é melhor do que não fazer nada
  • Pratique a empatia diariamente
  • Aprenda a desapegar e a incentivar o compartilhamento
  • Esteja disponível para ouvir o que as pessoas têm a dizer
  • Elimine os preconceitos da sua vida.

Amar o outro como a si mesmo

Por fim, essa dica traz uma frase mais do que conhecida, mas que sempre vale a pena repetir: aprenda a amar o outro como a si mesmo.

Essa é a base da empatia e nos mostra a importância de se importar com o outro e com as suas dores, no lugar de simplesmente julgar suas decisões e falhas. 

Trata-se de imaginar que poderia ser você na mesma situação e de se colocar à disposição sem julgamentos. 

Exemplos de ações solidárias

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Eles são ricos, bem-sucedidos e conhecidos por todos, mas não se esqueceram das dificuldades que já passaram e fazem questão de estender a mão ao próximo sempre que possível. 

A seguir, conheça os exemplos de cinco famosos que adotam a solidariedade como prática. 

A sua conta bancária pode não ser a mesma deles, mas sempre dá para buscar inspiração nessas histórias e se doar da maneira que puder. 

Xuxa

A Rainha dos Baixinhos, como também é conhecida, sempre fez questão de se envolver em ações sociais. 

Não por acaso, durante quase 28 anos ela manteve a Fundação Xuxa Meneghel, que oferecia apoio a crianças carentes no Rio de Janeiro. 

Anualmente, são quase dois milhões de reais desembolsados ao projeto. 

Gisele Bündchen

Conhecida como uma das maiores modelos de todos os tempos, Gisele Bündchen sempre mostrou que é mais do que apenas um rostinho bonito – e a causa ambiental sempre foi o seu foco. 

Ela é responsável por projetos como o Água Limpa, que promove ações para a preservação da água potável na cidade de Horizontina, município gaúcho no qual ela nasceu. 

Mas além disso, também costuma utilizar toda a sua visibilidade na imprensa e não redes sociais para falar sobre tema relacionados à consciência ambiental, como a defesa da bacia hidrográfica de Xingu.

Marcos Palmeira

É possível que você nunca tenha ouvido o nome do ator Marcos Palmeira vinculado a ações sociais, mas a verdade é que ele é engajado há bastante tempo – ainda que seja discreto.

Ele é o responsável por manter o projeto Produção Agrícola Integrada e Sustentável (Pais), que consiste em um sistema organizado de produção agroecológica, desenvolvido a partir do uso da energia solar. 

O objetivo é incentivar que famílias carentes possam produzir os próprios alimentos. 

Camila Pitanga

Camila Pitanga, por sua vez, não mantém nenhum projeto próprio, mas nem por isso deixa de fazer a sua parte. 

Escolhida como embaixadora da Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres Brasil, ela empresta sua imagem para campanhas contra a violência à mulher. 

Também está sempre engajada em projeto que lutam contra o trabalho escravo e que buscam erradicar a exploração sexual. 

George Clooney

Mas não é só por aqui que os famosos fazem bonito. 

Você sabia que o ator George Clooney é um ativista humanitário? Ele participa de um projeto que busca que prevenir genocídios: o Not On Our Watch (em uma tradução livre, Não Sob Nossa Supervisão). 

Em 2012, o astro chegou ser preso na embaixada do Sudão em Washington, nos Estados Unidos, por seu protesto pela crise humanitária vivida no Sudão. 

Como desenvolver a solidariedade com o coaching?

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Depois de ver todas essas iniciativas desenvolvidas por famosos, você deve ter visto que muitas delas têm mais a ver com posicionamento e dedicação a defender causas importantes do que qualquer outra coisa. 

Se você está motivado a fazer a diferença no mundo e acha que está na hora de organizar as suas próprias ações, saiba que pode contar com o suporte oferecido pelo coaching

Além de permitir o desenvolvimento de competências comportamentais como a empatia, a principal metodologia de desenvolvimento humano do mundo é também uma poderosa aliada para quem deseja traçar planos e alcançar os seus objetivos

Com o apoio de um coach, você vai ser capaz de compreender melhor a si mesmo, definir como pretende desenvolver esse senso de solidariedade e de colocar tudo em prática. 

E sabe o que é o melhor? 

Você vai ter a certeza de que todo esse trabalho só foi possível pelo seu próprio empenho e dedicação.

Solidariedade e sociologia

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Lembra quando lá no início falamos que a palavra solidariedade pode ser utilizada em diferentes contexto e com significados distintos? 

Pois é, ela também se aplica a discussões sociológicas.

Para o sociólogo francês Émile Durkheim, cada um de nós tem uma consciência própria, que carrega características que são peculiares do indivíduo. 

Com base nela, definiríamos as nossas ações – mas não somente. 

Afinal, ele também considerava que existe uma consciência coletiva, comum aos membros de um mesmo grupo ou comunidade.

Assim, a consciência individual – e, por consequência, as decisões individuais – sofreriam também a influência da consciência coletiva que, por sua vez, seria a responsável por formar os valores morais e os sentimentos comuns, as noções de certo e de errado. 

Em resumo, o sociólogo defendia que a consciência coletiva é transmitida pela vida social, de uma geração para a outra, a partir da educação. 

Mais do que isso, entendia que é através dela se dá a solidariedade social, responsável por criar a coesão entre as pessoas.

No entanto, a intensidade e a solidez dessa consciência coletiva pode variar e, de acordo com o modelo pelo qual uma sociedade se organiza, ser classificada de duas formas: mecânica (sociedades arcaicas) e orgânica (sociedades desenvolvidas). 

O valor da solidariedade

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Seja na análise dos modelos sociais ou aplicada na prática cotidiana, a solidariedade surge cada vez mais como uma necessidade para enfrentar as diferenças e superar desafios dos mais variados – desde o terrorismo e o extremismo violento até o aumento na ocorrência de desastres naturais relacionados ao clima. 

Quando nos vemos diante de situações tão desafiadoras e ainda sem respostas conclusivas, buscar apoio na coletividade parece a solução mais acertada e valorosa. 

Parece cada vez mais claro que essa rede precisa ser alimentada por todos. 

O coaching como ferramenta de desenvolvimento

E aí, está esperando o que para fazer a diferença na sua vida e vida de tantas outras pessoas? Você não está sozinho nessa jornada. 

Lembre-se que enquanto busca promover a solidariedade, você também pode se desenvolver como pessoa e aproveitar todos os benefícios que o processo de coaching tem a oferecer. 

Se você está decidido a mudar de vida, conheça os cursos oferecidos pela SBCoaching e dê o primeiro passo. São opções das mais diversas, basta escolher aquela que melhor se encaixa nos seus propósito. 

Acesse a lista completa em nosso site agora mesmo. 

Conclusão

E aí, inspirado a desenvolver ações de solidariedade e fazer a sua parte? 

Como deu para ver ao longo do artigo, existem diferentes formas de demonstrar o seu apoio a uma causa ou a alguém que esteja passando por necessidades. 

Independente de qual for a forma escolhida, o importante é não se omitir e demonstrar o seu senso de coletividade – afinal, como ensina o próprio Durkheim, nossas ações também são baseadas na consciência coletiva. 

Nunca é tarde demais para começar um projeto ou mesmo adotar ações pontuais – pode ter certeza que, de uma forma ou de outra, você vai estar fazendo a diferença. 

Quando perceber, a solidariedade vai se transformar em algo natural da sua rotina.

Mas agora aproveite e nos conte: como você tem trabalhado a sua solidariedade? Promoveu algum ato recentemente? 

Compartilhe o seu relato abaixo, no espaço destinado aos comentários. 

Ah, e também aproveite para compartilhar o artigo nas suas redes sociais e incentivar os seus amigos a seguir pelo mesmo caminho. 

Quanto mais pessoas se juntarem a essa corrente, melhor.

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