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Universidade de Yale promove mesa redonda para discutir felicidade em fórum de Davos

O desejo de ser feliz é unânime.
Por isso, com cada vez mais frequência, governantes de todo o mundo enxergam a felicidade como um indicador do bem-estar e levam seus índices em consideração para formular novas políticas e ações para a sociedade.
Não à toa, grandes empresários têm voltado seus olhares para a ciência da felicidade a fim de elevar o bem-estar e a motivação de seus times. Uma das evidências de que esta questão tende a estar mais presente em pautas governamentais e empresariais nos próximos anos foi a grande concorrência para participar da mesa redonda “A neurociência da felicidade”, organizada pela Universidade de Yale, no Fórum Econômico Mundial de 2019, em Davos, Suíça. Com a presença de três membros do corpo docente, a conferência foi sucesso de público.

Reunião anual de 2019 Fórum Econômico Mundial (WEF) em Davos

Peter Salovey, presidente da Universidade de Yale, destacou as pesquisas dos professores da instituição sobre pensamento e comportamento, que possuem o objetivo de promover o entendimento humano, melhorar a saúde física e mental e otimizar o desempenho de indivíduos.
Participaram da conferência também: Laurie Santos, professora de psicologia responsável pela aula mais concorrida da história de Yale; Hedy Kober, especialista em mindfulness e meditação; e Molly Crockett, que estuda a ética, o altruísmo e a tomada de decisões.

BENEFÍCIOS DA FELICIDADE

Os participantes do Fórum Econômico Mundial reconhecem a importância que a felicidade possui em qualquer nação. Afinal, pessoas felizes são mais saudáveis, produtivas, solidárias e resilientes, possuem relacionamentos mais estáveis, rendimentos elevados, ideias altamente criativas…
A lista de vantagens que a felicidade proporciona é imensa, e o interesse pelo tema cresce ao redor do mundo a passos largos. Inúmeras universidades em diversos países vêm incluindo em suas grades curriculares disciplinas embasadas na ciência da felicidade, enquanto empresas e líderes se interessam cada vez mais em proporcionar ambientes positivos a fim de estimular o bem-estar de seus colaboradores.

Felicidade é uma questão de decisão

Os governantes, por suas vezes, estão percebendo que o crescimento do PIB não é a chave para a felicidade. Por isso, têm buscado na psicologia positiva as respostas para uma sociedade mais motivada e satisfeita.

Fórum Econômico Mundial de 2019 — Foto: Fabrice Coffrini/AFP

Não poderia ser diferente em relação à elite econômica que se reuniu em Davos. A mesa redonda organizada pela Yale foi tão popular que muitos aguardavam do lado de fora um lugar na sala superlotada. “Sinto muito, está cheio”, anunciava uma atendente àqueles que queriam acessar o centro de convenções. Assim como milhares de pessoas em todo o mundo, os participantes do evento na Suíça buscavam desvendar o segredo da felicidade.
E você, já descobriu como conquistar sua própria felicidade?
sonho - palavras de sucesso

O que é psicologia positiva, a ciência da felicidade?


A Psicologia Positiva já se tornou um tema frequente, mas você sabe o que essa corrente que estuda o comportamento humano defende?
O termo foi criado pelo pesquisador Martin Seligman, na década de 1990.
Como o próprio nome já sugere, ela se propõe a estudar os pensamentos otimistas.
Para o psicólogo, assim como o negativismo pode ser aprendido, as atitudes positivas também.
Em outras palavras, é uma área da psicologia que se dedica a entender como despertar e manter a felicidade.
Afinal, o que leva uma pessoa a se sentir plena e realizada? É justamente essa e outras tantas perguntas do tipo que essa corrente busca responder.

O livro de Seligman desenvolve a felicidade autêntica a partir de três pilares.

Um dos marcos da Psicologia Positiva foi o livro Felicidade Autêntica, obra onde Seligman apresentou seus primeiros estudos sobre a “ciência do bem-estar”.
Na publicação, ele defende que a felicidade é essencial e deve ser cultivada todos os dias, através de forças e virtudes e de ideias e atitudes otimistas.
Mas valorizar a positividade não significa colocar as doenças em segundo plano.
Por isso, vale ressaltar que, de forma alguma, a Psicologia Positiva ignora as condições ligadas à saúde mental ou nega as desordens psicológicas.
Ao contrário, surge como uma forma de evitar que os aspectos positivos da mente humana sejam negligenciados ou deixados de lado.
Ou seja, a ideia é tirar o foco da dor e ampliar o campo de visão.
Em resumo, o objetivo central dessa ciência é buscar nas vivências e nas experiências das pessoas aspectos que ajudem a elevar a sua qualidade de vida.
Entender e lidar melhor com suas emoções, construir boas relações com as pessoas e observar sua história e suas forças sob uma perspectiva mais otimista é o caminho para chegar lá.

Nota da redação: Flora Victoria é a única master coach brasileira mestre em psicologia positiva pela Universidade da Pensilvânia. Foi reconhecida como Embaixadora da Felicidade no Brasil, pelo World Happiness Summit.

 

Consagrada Embaixadora da Felicidade no Brasil, Flora Victoria esteve no H20, fórum do World Happiness Summit que debate os principais desafios do aumento da felicidade cívica