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O que é o Vale do Silício? [Guia Completo]

Quer saber mais sobre o Vale do Silício, o maior polo tecnológico do mundo?
É uma ótima ideia para buscar inspirações e tendências para o seu próprio negócio.
Essa região da Califórnia, nos Estados Unidos, agrega multinacionais importantes e possui uma cultura totalmente voltada à inovação e ao empreendedorismo.
Lá se concentram muitos dos investimentos para a criação e expansão de empresas disruptivas, capazes de revolucionar o mercado.
Quer prova disso?
Grandes players, como Facebook, Google e Uber, nasceram no Vale do Silício.
Com esse potencial tecnológico, a região apresenta imensa diversidade cultural, já que profissionais do mundo todo atuam nas empresas do vale.
Nas próximas linhas, você vai descobrir mais detalhes e curiosidades sobre o Vale do Silício e como aproveitar essas informações para impulsionar seu negócio.

O que é o Vale do Silício?

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O Vale do Silício é o maior polo de tecnologia e inovação do mundo.
Trata-se de um local em que estão reunidas empresas com grande potencial de crescimento e lucratividade.
Ele se localiza no estado da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, na região da baía de São Francisco.
O vale abrange diversas cidades, como Palo Alto, Mountain View, Berkeley, Santa Clara, Fremont, Cupertino e Stanford.
Algumas das empresas de tecnologia mais lucrativas da história, como Facebook e Google, estão inseridas no Vale do Silício.
Há várias razões para que empreendedores tenham o sonho de criar um negócio na região.
Além de ser o local onde nascem negócios de alto impacto e lucros, o Vale do Silício recebe investimentos de vários países, fomentando o empreendedorismo e a inovação.

Por que Vale do Silício?

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A denominação Vale do Silício foi criada por Ralph Vaerst, que fundou e investiu em várias empresas no local.
Em 1971, esse nome foi impresso pela primeira vez, quando o jornalista Don Hoefler assinou uma série de artigos intitulada como “Silicon Valley USA”, para o semanário especializado Electronic News.
O silício é um elemento químico abundante no planeta e é utilizado na produção de componentes eletrônicos, como chips e circuitos.
O nome, então, se originou do fato de que muitas empresas de computação presentes na região utilizavam o silício como matéria-prima para os processadores.
Já a denominação “vale” provém da geografia do local, que possui esse formato.
Devido ao enorme sucesso da região, hoje, a expressão “Silicon Valley” é sinônimo de centro de tecnologia.

O que faz o Vale do Silício ser um sucesso?

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Há diferentes razões pelas quais o Vale do Silício é tão bem-sucedido.
Primeiro, ele não apenas reúne as empresas mais bem-sucedidas do mundo, mas é também um centro de conhecimento, oportunidades, capital financeiro e investimentos.
A integração de grandes talentos, com profissionais que têm as habilidades mais procuradas no mercado, também é um fator importante.
Ou seja, o Vale do Silício é rico em termos de capital humano.
As universidades de Stanford e Berkeley, no epicentro do vale, oferecem centenas de novos empreendedores e mentes talentosas da tecnologia para as empresas locais a cada ano.
Por isso, é natural que a região concentre as novidades do empreendedorismo e da tecnologia, incluindo ideias de negócio lucrativas e sustentáveis.
Em artigo para a revista The Balance, Larry Alton aponta justamente que o sucesso do Vale do Silício se deve à junção entre a área acadêmica, o setor privado e o governo.
“Esses três setores importante convergem juntos para a criação de um ambiente que é como nenhum outro no mundo”, diz o autor.

A história do Vale do Silício

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A história do Vale do Silício tem relação direta com os estágios de desenvolvimento das cidades da região.
No século 19, ouro foi descoberto em São Francisco, levando muitas pessoas a migrarem para o local em busca de riqueza.
Mas, enquanto muitas pessoas enriqueceram, outras ficaram sem dinheiro até mesmo para voltar para casa, precisando criar negócios ali no entorno para o seu sustento.
Somada a esse movimento migratório, está a criação de duas importantes universidades da Califórnia: Berkeley, em 1868, e Stanford, em 1885.
O Vale do Silício também se desenvolveu com a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, quando os Estados Unidos tentavam superar outras nações em termos de tecnologia e corrida espacial.
Nesse período, instalações da NASA atraíram pesquisadores e cientistas para a região.
Além disso, no século 20, o porto de São Francisco tornou-se um local estratégico, que conectava as indústrias do rádio, do telégrafo e da tecnologia aeroespacial.
Assim, aos poucos, mais empresas de tecnologia foram criadas ali, uma concentração essencial para que o Vale do Silício se tornasse o que é hoje.

Qual a importância do Vale do Silício?

O Vale do Silício é importante principalmente porque consiste no berço das inovações em tecnologia e negócios disruptivos nos Estados Unidos.
É lá que nascem as tendências que, mais tarde, serão seguidas por empresas de diferentes países e segmentos.
A região também é famosa por ter originado as startups, que se baseiam em modelos de crescimento acelerado na área da tecnologia.
Com tanto dinheiro envolvido e tanta geração de valor, o vale movimenta a economia do país, como veremos ao longo dos próximos tópicos.
Tudo isso pode ser resumido em uma frase: o Vale do Silício é importante porque reúne talentos acima da média e origina empresas inovadoras e altamente lucrativas.

Vale do Silício e a diversidade cultural

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Um dos fatores para o sucesso do Vale do Silício é que ele possui uma grande diversidade cultural.
Pessoas de diferentes países atuam nas empresas da região, o que contribui para o intercâmbio de experiências, ideias e aprendizados entre os profissionais.
Em 2016, segundo uma análise de dados do Silicon Valley Institute for Regional Studies, 37% da população do Vale do Silício era composta por imigrantes.
Ou seja, a região abriga pessoas de todos os cantos do mundo  - muitas delas brasileiras, como você verá adiante.
Mas por que a diversidade é tão importante?
Porque um ambiente plural, com pessoas de diferentes culturas e com hábitos diversos, fomenta a criação de ideias ainda mais inovadoras.
No Vale do Silício, há pluralidade de ideias.
Existe, entre as pessoas, maior abertura para experimentar e aceitar coisas novas.
Isso significa que as empresas têm mais facilidade para se adaptar às necessidades e inovações do mercado.

Mentalidade inovadora

A mentalidade inovadora do Vale do Silício explica por que tantas empresas disruptivas nasceram lá.
A diversidade e a propensão a testar o novo é algo que as empresas cultivam na região, resultando em pouca resistência a inovações.
Assim, mesmo que uma ideia pareça absurda, ela será aceita e discutida.
Veja, por exemplo, como o Airbnb revolucionou o mercado de hospedagem no mundo, oferecendo uma alternativa mais barata em relação aos hotéis.
A mesma coisa aconteceu com o Uber, que utilizou a economia colaborativa e alterou a dinâmica do serviço de táxis nas cidades.
Pense também no Facebook, uma das empresas mais valiosas do mundo, que alterou a forma como as pessoas se relacionam.
Todos esses nomes são fruto da mentalidade inovadora presente no Vale do Silício.
E essa força tem impacto sobre empreendedores do mundo inteiro, motivando-os a acreditarem em ideias que fogem da normalidade, quebram paradigmas e trazem resultados extraordinários.

Cultura empreendedora

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O ecossistema do Vale do Silício é marcado por uma forte cultura empreendedora.
Nesse âmbito, o fator que mais se destaca é a colaboração.
Os profissionais do Vale do Silício buscam por oportunidades e propósitos e, para criar negócios, aderem à troca de ideias e à cooperação.
No livro The Silicon Valley Edge (Stanford University Press, 2000), os autores Chong-Moon, William Miller, Marguerite Hancock e Henry Rowen falam sobre a cultura empreendedora da região.
“Os empreendedores tendem a compartilhar suas ideias com um grupo mais amplo, inclusive com competidores potenciais. Eles estão dispostos a compartilhar uma expertise valiosa de negócios”, dizem.
Isso acontece porque, na região, o empreendedorismo está diretamente relacionado à criação de propósitos e ideias que podem mudar o mundo.
Além disso, existe abertura em relação aos erros.
Profissionais que já fracassaram são bastante valorizados no Vale do Silício, porque isso indica que eles têm experiência e aprendizados relevantes.

Concentração de investimentos

O Vale do Silício é um dos maiores polos de investimento do mundo.
Segundo uma pesquisa da consultoria PricewaterhouseCoopers, o financiamento de negócios do Vale do Silício aumentou em 24% no terceiro trimestre de 2018 em comparação com o segundo.
Em números absolutos, o financiamento no terceiro trimestre alcançou US$ 4,8 bilhões na região.
Quem aplica dinheiro no Vale do Silício são investidores de diferentes tipos, empresas e os próprios empreendedores da região.
Nesse cenário, muitos fundos de investimento vasculham o ecossistema das startups para encontrar o próximo “unicórnio” (termo usado para identificar empresas desse tipo que são avaliadas em US$ 1 bilhão).
De um lado, a startup precisa de dinheiro para tirar a ideia do papel ou para crescer.
De outro, os investidores buscam multiplicar seu capital no curto prazo.
Assim, fazem “rounds” (rodadas) de financiamento para negócios promissores.
Em troca, se tornam sócios das empresas e podem ver aquele dinheiro evaporar ou crescer em pouco tempo, dependendo do desempenho da startup.

As principais empresas do Vale do Silício

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Grandes empresas surgiram no Vale do Silício ou possuem sede na região.
Geralmente, são multinacionais disruptivas e inovadoras, baseadas na tecnologia.
Uber, Yahoo!, Intel, Airbnb, Microsoft e LinkedIn são algumas das principais empresas da região.
Não há como listar todas, já que são muitas.
Por isso, elencamos seis empresas de destaque no Vale do Silício:

  • Facebook: com sede em Menlo Park, o Facebook é a maior rede social e uma das empresas mais valiosas do mundo
  • Apple: a fabricante de eletrônicos tem sede na cidade de Cupertino
  • Google: possui sede em Mountain View e teve seu primeiro escritório no Vale do Silício
  • Netflix: com sede em Los Gatos, a empresa revolucionou o mercado de séries e filmes e popularizou o streaming sob demanda
  • HP: a empresa de tecnologia foi uma das primeiras do Vale do Silício, criada dentro de uma pequena garagem em Palo Alto
  • Uber: a empresa que abalou o mercado do transporte tem sede em San Francisco.

O que Brasil tem a aprender com o Vale do Silício

Um dos principais aprendizados que o Brasil pode ter com o Vale do Silício é o modelo de gestão.
No Vale do Silício, a mentalidade predominante é a de que empresas não precisam ter medo de errar, desde que aprendam com cada um dos fracassos.
Elas consideram que é melhor testar um produto rapidamente, mesmo que não esteja perfeito, para verificar se ele tem potencial no mercado.
O resultado disso é economia de tempo e dinheiro para reformular um produto sem potencial ou, então, seguir com o projeto.
Essa cultura ainda não é forte entre as empresas brasileiras.
Aqui, muitos empreendedores acreditam que o produto ou serviço precisa estar perfeito antes de ser testado no mercado, mesmo que leve muito tempo para que isso aconteça.

Qual é o perfil dos brasileiros no Vale do Silício?

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Segundo uma pesquisa da organização BayBrazil divulgada em 2018, há 39 empresas fundadas por brasileiros operando no Vale do Silício.
Dessas 39 empresas, 35 são focadas em tecnologia.
O levantamento aponta para um dado do perfil dos brasileiros: empreendedores têm faixa etária entre 40 e 49 anos.
De acordo com a BayBrazil, um número crescente de profissionais altamente qualificados mudou-se de cidades como São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Florianópolis para o Vale do Silício.
Entre eles, estão programadores, designers, desenvolvedores de produtos e cientistas de dados.
A BayBrazil também destaca que grandes organizações da região empregam profissionais brasileiros.
Muitos deles, inclusive, ocupam posições de liderança em empresas como Apple, Facebook, Google e Intel.

Vale do Silício brasileiro

O maior parque tecnológico do Brasil atualmente fica na cidade de Recife, em Pernambuco: o Porto Digital.
Fundado em 2000, o parque abriga cerca de 300 empresas, órgãos governamentais e organizações de fomento, além de mais de nove mil trabalhadores.
Trata-se de um parque urbano que ocupa 171 hectares somente na capital pernambucana.
Na região, estão presentes multinacionais como Microsoft, HP e Samsung, que são importantes players no mercado internacional.
Em 2017, segundo o site do Porto Digital, o faturamento do parque foi de aproximadamente R$ 1,7 bilhão.
A atuação do parque é voltado às áreas de software e serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC) e economia criativa.
O Porto Digital integra três incubadoras, duas aceleradoras e seis institutos de pesquisa de desenvolvimento.

Turismo no Vale do Silício

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É possível fazer turismo no Vale do Silício e, de quebra, sair com uma experiência para o seu currículo de empreendedor.
Em um roteiro, você pode conhecer todos os locais que marcaram história, como empresas, universidades e museus, espalhados pela região.
Há empresas que oferecem tours abertos ao público.
Infelizmente, não é o caso do Facebook e da garagem de Steve Jobs e Steve Wozniak, onde surgiu a Apple.
Mas é possível, por exemplo, conhecer o Google e a garagem onde foi criada a HP.
Outra alternativa é conhecer as universidades que ficam no Vale do Silício  - ou até mesmo estudar em uma delas.
A Universidade de Stanford, em Palo Alto, oferece tours e permite que os visitantes conheçam suas instalações.
Na cidade de Mountain View, um destino interessante é o Centro de Pesquisa da NASA, o Ames Research Center, um museu que reúne itens relacionados ao espaço e às missões da agência.
Também em Mountain View, é possível conhecer o Museu da História do Computador, onde você encontrará uma exposição que se dedica a contar a trajetória da revolução dos computadores.

6 curiosidades sobre o Vale do Silício

Veja abaixo alguns dos fatos inusitados sobre o Vale do Silício:

  1. O vale fica em uma região suscetível a terremotos, devido às rachaduras na crosta terrestre que compõem a falha de San Andreas
  2. Grandes empreendedores e inovadores, como Bill Gates, Steve Jobs, Mark Zuckerberg e David Packard, tiveram passagens pelo Vale do Silício
  3. O silício é um dos elementos químicos com maior abundância na Terra, utilizado na produção de chips para computadores
  4. “Fail fast”, ou falhe rápido, é o lema da região e significa que é preciso aprender rapidamente com os erros e corrigi-los
  5. A primeira empresa de dispositivos tecnológicos do Vale do Silício foi a Schockley Semiconductor, instalada em Mountain View na década de 1950
  6. Em 2016, a renda pessoal per capita, no Vale do Silício, era de US$ 93 mil ao ano, segundo análise do Silicon Valley Institute for Regional Studies.

Conclusão

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Já está motivado com a cultura do Vale do Silício?
Se busca inspiração para o seu negócio, essa é uma região na qual deve ficar de olho.
As ideias que surgem lá geralmente ditam as tendências dos próximos anos e têm potencial para alterar o mercado radicalmente.
Como você viu, inovação, colaboração e aprendizado são palavras-chave quando o assunto é empreendedorismo no Vale do Silício.
Então, mesmo que você não possa visitá-lo para conhecer a dinâmica de perto, é importante levar aspectos dessa cultura empreendedora para o seu negócio.
Tomar o Vale do Silício como referência é uma forma de você se manter sempre atualizando com o que há de melhor no mercado global.
E nessa jornada de empreendedorismo, vale a pena ter, como aliado, o coaching.
Trata-se de uma metodologia de desenvolvimento pessoal e profissional reforça potencialidades e capacidades, como liderança, persuasão, comunicação e inovação.
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