Coaching Executivo: Um vulcão bem ativo!

Você se lembra da imagem do vulcão não extinto, que solta fumaça e fica atemorizando as pessoas que habitam à sua volta? Pois bem, há temas em situação parecida, dormentes, mas prontos para estourarem uma polêmica. Entre eles, um frequentemente tratado e debatido na esfera do Coaching Executivo: O Coach deve ou não deve ter vivência prévia em negócios?

Recentemente, uma liderança de Coaching que, por razões éticas, não vou identificar, citou sua lista de quesitos para separar o Coach “picareta” do Coach “competente”. Lá pelas tantas, o blogueiro trazia o tema da vivência prévia executiva e afirmou que, provavelmente, é até melhor que não haja essa vivência, com o Coach mantendo isenção e distanciamento do tema.

O fato de o Coach contar com vivência prévia em dada área de negócios, em si, nada quer dizer. Para ser um bom Coach e ajudar o cliente executivo em necessidades identificadas, o profissional terá que agregar conhecimentos específicos, habilidades e metodologia. Porém, afirmar que o Coach que tem esses requisitos, sem elo algum com a área de negócios do cliente, poderá prestar melhor serviço, isso é abuso que o autor trata como “verdade absoluta”.

Segundo estudos do The Executive Coaching Forum, nos Estados Unidos, há critérios para que o Coach possa prestar excelente serviço a executivos de alto escalão nas empresas.

O primeiro é ter a competência de identificar se o cliente está motivado, com atitude colaborativa e participativa, receptivo e emocionalmente estável. Isso requer habilidades que não se aprende apenas nos bancos de aula e exige anos de experiência no trato com pessoas. Entretanto, até aqui a vivência executiva é dispensável.

Em segundo lugar, o Coach deve ter a responsabilidade de assumir honestamente se tem competência para tratar do problema apresentado pelo cliente. Trata-se de tomada de decisão, solução de problema, desenvolvimento pessoal, mudança de hábitos, questões afins à liderança ou equipes de trabalho, resolução de conflitos, planejamento, enfim, qual o foco nas sessões de Coaching? Aqui, a vivência executiva prévia em muito ajudará o Coach.

Não tenho dúvidas em afirmar que o Coach que vivenciou situações executivas similares, em sua vida profissional, terá mais facilidade de compor metodologias e ajudar o cliente a delinear e definir as fronteiras iniciais do trabalho de Coaching. Mesmo que não necessariamente, e eu não quero fazer disso outra “verdade absoluta”, potencialmente a falta de vivência executiva do Coach poderá abrir espaço para situações delicadas e indesejadas.

O terceiro e fundamental critério é verificar se o Coach está preparado para lidar com situações críticas e como conjuga capacidade de dar apoio emocional, disposição a ouvir, compaixão, diplomacia, paciência, humor, inteligência e perspicácia, leitura corporal, isso apenas como exemplos. Essas qualidades não se conquistam apenas em salas de aula, mas se aprimoram com anos de vida profissional, inclua-se aí (ou não) a vivência como executivo de empresas.

A vida não é binária, com o simples “sim” ou “não”. Ela requer contexto e, para ser um bom profissional, o Coach deve ser estudioso de metodologias, comportamento humano e relacionamento pessoal para apoiar o cliente em metas, autorreflexão e autoconhecimento. A vivência executiva do Coach é um valor a mais, que nunca pode e nem deve ser desprezado.

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Brian Tracy é uma das maiores autoridades em coaching e negócios do mundo: em mais de 30 anos de atuação, passaram por suas palestras e seminários mais de 5 milhões de pessoas. Já atuou como coach e consultor em mais de mil empresas. Autor de dezenas de best-sellers, foi homenageado em 2011 com o Lifetime Achievement Award, concedido pela National Academy of Best Selling Authors. É fundador e CEO da Brian Tracy International, tem uma carreira de sucesso, principalmente nos setores de vendas e marketing, investimentos, desenvolvimento imobiliário, importação, distribuição e consultoria de gestão.

Flora Victória

Flora Victoria é fundadora da Sociedade Brasileira de Coaching, presidente da SBCOACHING Training e Mestre em Psicologia Positiva Aplicada pela University of Pennsylvania. Diretora educacional das empresas do SBCOACHING Group e founding fellow do Institute of Coaching (IOC) – órgão afiliado à Harvard Medical School dedicado ao avanço do coaching, Flora é considerada a maior especialista em psicologia positiva aplicada ao coaching do país. Seu trabalho precursor resultou na criação do primeiro treinamento de positive coaching do Brasil. Pioneira na condução de projetos de pesquisa e comprovação científica do coaching no país, tem contribuído significativamente para consolidar a credibilidade desse processo e estimular seu desenvolvimento no Brasil e no mundo.

Como trainer e master coach, Flora já participou da formação de mais de 45 mil coaches no Brasil. Responsável pelas parcerias internacionais firmadas pela SBCOACHING com instituições globais, Flora tem trazido para o Brasil o que há de melhor e de mais atual no coaching internacional. Flora representa a Sociedade Brasileira de Coaching como membro da Graduate School Alliance for Executive Coaching (GSAEC), instituição especializada no ensino acadêmico do coaching, e da Association for Coaching (AC), credenciadora internacional presente em mais de 50 países.

Escritora de obras que são referência no coaching mundial, Flora é coautora dos livros Personal & Professional Coaching®, Executive & Business Coaching®, Positive Psychology Coaching® e Career Coaching®, entre outros. Em parceria com Brian Tracy e Villela da Matta, escreveu Estratégias Avançadas de Vendas e Engajamento Total. Como parte de sua contribuição para o coaching global, Flora foi convidada a integrar uma equipe internacional cujo objetivo foi discutir e compreender a diversidade do coaching no mundo. Esse trabalho resultou no livro Diversity in Coaching: Working with Gender, Culture, Race and Age, lançado pela Association for Coaching (AC). Como especialista em coaching, negócios, liderança e psicologia positiva, escreve artigos para a Revista SBCOACHING, para a Revista Científica Brasileira de Coaching e para diversos portais.

Com graduações acadêmicas e especializações nas áreas de Governança Corporativa pela Harvard Business School, MBA pela FGV, Marketing pela ESPM e Tecnologia pela USCS, a expert em ciências comportamentais, Flora, aplica seu sólido conhecimento teórico e prático para contribuir com diferentes públicos na conquista de resultados e aumento de realizações.

Com uma experiência organizacional consolidada ao longo de 30 anos, antes de fundar a SBCOACHING Flora foi executiva da Claro e atuou em grandes empresas como Volkswagen, Ford e Bell South, nas áreas de planejamento estratégico, gestão de mudanças, governança corporativa, tecnologia e finanças. À frente da SBCOACHING Training™, dedica-se continuamente a expandir o portfólio de serviços e a elevar cada vez mais a qualidade e a eficácia do coaching.